domingo, 11 de maio de 2008

Fotos Viatura 1º Sarg."CMD" Roma Pereira





Camaradas
Tive acesso a fotos da viatura onde seguia o nosso camarada 1ºSarg."CMD" Roma Pereira.
Paz à sua alma, PRESENTE!!!
MAMA SUME!

sábado, 10 de maio de 2008

Mexa-se pela sua Saúde - Fotos






Camaradas

Como aqui foi divulgado, realizou-se hoje mais uma acção de desportos radicais com o apoio do Exército,do nosso querido CTC e da nossa querida delegação de Almada. Aqui seguem fotos
MAMA SUME!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Mexa-se pela sua saúde



Camaradas

Vai realizar-se este Sábado, 10 de Maio, no Parque da Paz mais um evento que contará com a presença do CTC e da torre do exército onde se poderá praticar rapel, escala e slide tal como nos anos anteriores.



Contamos com a vossa presença.

MAMA SUME!

sábado, 26 de abril de 2008

Um Comandante que me Marcou...




Camaradas
O Tenente-general Mourato Nunes foi agraciado com um louvor de excelência, tal como tem sido a sua vida militar. Tive o prazer de servir sobre a sua édige nos anos de 1990 a 1992. Abaixo transcrevo o referido louvor.
MAMA SUME!


MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA
Gabinete do Ministro
Louvor n.º 344/2008

Dando expressão pública ao reconhecimento que lhe é inteiramente devido, louvo o Tenente — General Carlos Manuel Mourato Nunes, pela excelência do seu desempenho profissional e pelas extraordinárias qualidades e competências pessoais evidenciadas durante os últimos cinco anos em que exerceu o alto e complexo cargo de Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana.
Desempenhando funções sob tutela política dos três últimos Governos Constitucionais, soube corresponder aos diferentes impulsos e orientações da política de segurança interna com irrepreensível lealdade, intransigente apego à defesa do interesse público e inalienável compromisso com os valores do Estado e da Nação Portuguesa.

A sua brilhante carreira é o retrato fiel do Homem e Militar que, desde jovem oficial combatente em teatros de guerra, até ao exercício de relevantes cargos de comando e direcção em Instituições militares e civis, sempre se conduziu pelos mais nobres princípios do serviço público e de comprometimento com os ideais de liberdade e democracia, fundamentos do nosso Estado de Direito Democrático, que ajudou a construir e a consolidar.
Culmina o seu percurso militar como Comandante-Geral da Guarda, instituição onde já havia servido, durante dois anos, como Chefe do Estado-Maior, ficando indelevelmente ligado às profundas transformações que nela se operaram na última década.
A lúcida, consequente e determinada liderança do Tenente-General Mourato Nunes, em que se realça a sua aposta firme na valorização da formação humana, científica e técnica do pessoal, conjugada com a introdução do elemento tecnológico, projectaram a Guarda pelos caminhos da modernidade, colocando-a, definitivamente, na linha da frente do combate à insegurança e às grandes ameaças do mundo global, alinhada e comprometida com os novos paradigmas e dimensões da segurança interna.
A Guarda dos nossos dias, confiante e audaz nos seus propósitos, coesa e disciplinada na sua organização, profissional, disponível, humana e firme na sua acção, é a melhor representação da visão de um Comandante que soube aproveitar, com extrema racionalidade, todo o potencial de meios disponíveis e traduzir a sua extraordinária acção de comando em resultados de invulgar mérito, ao nível do produto operacional e da valorização institucional da Guarda Nacional Republicana.
A criação do Serviço de Investigação Criminal, a consolidação legal do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente, um projecto em que já havia participado activamente como Chefe do Estado-Maior, a concepção e implementação do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro, o lançamento dos Núcleos Mulher e Menor, são apenas exemplos de uma estratégia operacional orientada para a resolução dos problemas das pessoas e em consonância com as novas dimensões da segurança interna.
Para além da estabilização da criminalidade participada, o seu exercício do cargo de Comandante-Geral da Guarda fica indissociavelmente ligado à descida dos mais importantes indicadores de criminalidade violenta e grave e, mais relevante ainda, à redução, na ordem dos 40%, da mortalidade e sinistralidade grave nas estradas portuguesas.
As suas qualidades pessoais e profissionais ficaram de sobremaneira vincadas no plano internacional, no qual deu extraordinários contributos para o engrandecimento da imagem de Portugal, das suas Forças de Segurança e da Guarda Nacional Republicana. Dotado de especial sensibilidade para a progressiva importância da cooperação policial e judiciária,
para uma segurança cada vez mais global e menos confinada às fronteiras dos Estados, dotou a Guarda dos mecanismos e recursos ajustados a esta nova dimensão da missão, criando condições para a afirmação da Instituição extramuros, tanto no âmbito da gestão civil de crises, como na esfera da cooperação policial europeia e internacional.
Interpretando correctamente as orientações da Tutela política, o Tenente-General Mourato Nunes, soube afirmar a Guarda como instituição de referência, no âmbito da cooperação policial e de segurança internacionais.
Foi sob o seu Comando que Portugal, através da Guarda, contribuiu, de forma decisiva, para garantir a sobrevivência do Estado de Direito em Timor-Leste, durante a última crise institucional e política, tendo, neste caso, demonstrado uma capacidade de reacção rápida notável e sem paralelo na história das missões internacionais de paz, materializada na chegada da Força a território Timorense escassos dias após a tomada da decisão política de projecção de uma Força nacional para aquele País.
A par do aprofundamento da cooperação técnica com o mundo lusófono, no plano estritamente europeu, soube o Tenente-General Mourato Nunes antever a importância e as potencialidades de um novo instrumento nascido de uma velha ambição das Forças de Segurança de natureza militar da Europa: a criação de uma Força comum, capaz de dar resposta policial rápida às necessidades da União Europeia e de outras Organizações internacionais, em matéria de gestão civil de crises, e, simultaneamente, capaz de actuar tanto sob Comando militar como sob Comando civil e particularmente ajustada a intervenções em cenários de elevados instabilidade e risco.
Foi assim que nasceu a Força de Gendarmerie Europeia (EUROGENDFOR), com a Guarda, impulsionada pelo seu Comandante-Geral, a assumir um papel central em todo o processo, contribuindo de forma marcante para o sucesso da iniciativa, que teve os seus momentos mais marcantes no final de 2007, com a assinatura do Tratado da EUROGENDFOR
e com o início da primeira missão na Bósnia-Herzegovina, no âmbito da Operação ALTHEA.
Como corolário da sua participação no Comité Interministerial de Alto Nível (CIMIN) da EUROGENDFOR, onde tão dignamente representou o Ministério da Administração Interna, o Tenente-General Mourato Nunes assumiu, no início de 2008, a Presidência deste Órgão, responsável pela tomada de decisão, bem como pelo controlo político e direcção estratégica da Força de Gendarmerie Europeia, cargo que desempenhou com o mais elevado mérito e onde as suas especiais capacidades de iniciativa e de negociação político-militar permitiram encontrar os consensos necessários para desbloquear alguns dossiers complexos e dar passos decisivos para a afirmação da Força, enquanto instrumento de excelência, ao serviço da paz no Mundo, em geral, e da política europeia de segurança e defesa, em particular.
Ainda no plano internacional, cumpre enaltecer a forma notável como presidiu à Task Force Europeia de Chefes de Polícia, durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, no segundo semestre de 2007, tendo a sua acção acolhido o elogio unânime dos Comandantes, Directores e Chefes das Polícias da União Europeia e dos Responsáveis máximos da Europol, das Instituições europeias e de outras Organizações participantes das reuniões deste importante Órgão, no âmbito da arquitectura de segurança da União Europeia.
Chamado a conduzir processos de elevada sensibilidade, no âmbito do III Pilar, a maioria dos quais relativos à prevenção e combate à criminalidade organizada e ao terrorismo, numa dimensão europeia e internacional, fê-lo com excepcional mestria, inteligência e bom senso, permitindo, através de árduos e difíceis processos negociais, que se alcançassem inúmeros êxitos e progressos, que terão necessariamente reflexos evidentes e relevantes na segurança da Europa e dos seus cidadãos. Fruto da sua acção, tanto no plano da negociação e condução das reuniões, como no plano organizacional, Portugal saiu altamente prestigiado e as suas Forças de Segurança especialmente credibilizadas no plano europeu.
O mérito das realizações e a excelência dos contributos assinalados mostram a superior clarividência estratégica e o eclectismo das competências e saberes científicos e técnicos, justamente reconhecidos ao Tenente-General Mourato Nunes e altamente valorizados pela sua invulgar aptidão para o exercício das tarefas de comando, direcção e chefia, exemplarmente expressa na forma notável como soube conduzir a Guarda e preservar um clima de confiança, coesão e disciplina entre os seus militares, durante os sensíveis e complexos processos de reforma da administração pública, de reorganização territorial e de discussão e aprovação da nova Lei que estabelece a orgânica da Guarda.
Ao terminar a sua vida militar activa, para além da excelência dos resultados operacionais, da inteligência, sagacidade e visão estratégica, das invulgares capacidades de liderança e do irrepreensível sentido de Estado e de apego ao serviço da causa pública, amplamente demonstrados no exercício do cargo de Comandante-Geral da Guarda, é imperativo enaltecer a sua serenidade e presença de espírito, mesmo nas situações mais críticas, enquanto expressão visível de uma personalidade moldada pela coragem moral, pela incondicional disponibilidade, pelo espírito de sacrifício e rara abnegação, pela disciplina e inquebrantável lealdade, princípios, valores e qualidades inscritos em cada um dos seus actos e em todos os degraus do seu percurso humano e profissional.
Por tudo isto, o Tenente-General Carlos Manuel Mourato Nunes referencia-se como ilustre servidor do seu País, sendo credor de que os serviços por si prestados sejam qualificados como extraordinariamente importantes e distintíssimos, por deles haver resultado honra e lustre para a Guarda Nacional Republicana e para Portugal. É-lhe, pois, plenamente devido o reconhecimento das suas elevadas qualidades e mérito profissionais e pessoais que este público louvor expressa, em meu nome e do Governo.

12 de Abril de 2008. — O Ministro da Administração Interna, Rui Carlos Pereira.

domingo, 20 de abril de 2008

Sede




Camaradas

Este é o primeiro post escrito na sede da Delegação.

Aproveitamos o ensejo para anunciar que apesar de ainda não ter ocorrido a inauguração oficial (cuja data será comunicada oportunamente), a mesma já está em pleno funcionamento. Pelo que convidamos todos os camaradas a visitá-la, pois estamos abertos todos os fins-de-semana.

Temos serviço de bar, televisão (com SportTv) e brevemente acesso livre à internet.

Sejam benvindos.


MAMA SUME!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Pelo Povo do Tibete




O Mundo não pode ignorar um Povo que lhe está a ser retirado a sua religião, o seu País e as suas vidas.
Em nome da inocência e do povo indefeso do Tibete, por favor Participe..

http://www.for-the-people-of-tibet.net/

Camaradas
MAMA SUME!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Novo Blog de um Comando




Camaradas.
Pelo poder que me foi atribuido em Reunião da Direcção da Delegação inicio hoje as minhas funções de colaborador no Blog da nossa Delegação.
Começo pela Divulgação de um blog de um Comando, um amigo, que foi da minha companhia (CC 122) e inclusive do meu grupo. Este muito bom no seu conteudo e gostaria de lançar um repto a todos os Comandos para divulgarem as suas páginas e todos espalharem aos quatro cantos do mundo, o nome de Portugal e dos Comandos.
Mama Sume

sexta-feira, 21 de março de 2008

Até sempre Camarada Aguiar



Camaradas

É com profunda consternação que mais uma vez viemos noticiar a perda de um Camarada.

O nosso Camarada Joaquim Aguiar, presidente da Delegação de Santarém, faleceu no passado dia 19 de Março com 59 anos.

Da parte da nossa delegação apresentamos as mais sentidas condolências à família e um abraço de solidariedade para com os Camaradas de Santarém.

MAMA SUME!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Nova entrada

Camaradas

Afim de tornar mais simples o acesso ao nosso site foi criado um domínio www "www.comandos-almada.org". Podendo, no entanto continuar a usar-se o antigo nome "http://comandosalmada.blogspot.com".

MAMA SUME!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Os Guerreiros

Camaradas

É com enorme orgulho que transcrevo um texto que me foi dedicado por Klatuu . Por achar que essa honra é extensiva a todos os COMANDOS, quero dedicar essa honra a todos os COMANDOS caídos em combate representando a nossa pátria.

Este texto apesar de não se referir explicitamente aos COMANDOS, enaltece o espírito e a alma COMANDO.

MAMA SUME!

OS GUERREIROS

_Dedicado ao Nitrox.

_Rio Cacheu, foto de Manuel Lema Santos


Rio Cacheu, Guiné Portuguesa, década de 60.

O guerreiro chegou à margem parda do rio, subiu ao tronco seco de um imbondeiro tombado, cujo extremo de ramos mortos ficava um metro adentro sobre as águas, ergueu o braço e começou a agitar a azagaia. Da ponte do Aviso de 2ª Classe da Armada Portuguesa, o oficial de quarto avistou-o e mandou chamar o Imediato, que observou atentamente a margem, onde, agora, mais cinco guerreiros agitavam também as azagaias por baixo do negro empoleirado que agitava a sua.
– Macacos me mordam, Tenente, se percebo o que se está ali a passar!
– Serão turras, meu Imediato?
– Qual turras, homem! Aquilo são pretos do mato, que vivem num país só deles…
Mandaram chamar o Primeiro-Sargento de máquinas, que já estava há seis anos na Guiné. Passaram-lhe os binóculos.
– São Felupes, meu Imediato.
– Felupes?! Mas o que é que esses gajos andam a fazer por aqui?
– Meu Imediato, olhe para junto dos pés dos cinco que estão embaixo… julgo estar a ver uma farda do Exército!
O Imediato assim fez, focou melhor os binóculos e não teve dúvidas: no chão estava uma espécie de padiola improvisada, por entre as folhas, podia-se ver um corpo de camuflado. O navio fundeou, apontaram para lá uma peça anti-aérea e lançaram o escaler com 10 homens armados de FBP, não fosse o Diabo tecê-las, até porque, segundo dizia o sargento, aquela era uma tribo dura de roer, ainda com rituais de antropofagia, de quem nem os outros pretos se aproximavam.
Chegados ao local, nenhum dos negros falava Português, mas o Sargento-Enfermeiro pôde confirmar que se tratava do cadáver de um militar do Exército, com ferimentos de bala na barriga e numa perna, somente o negro que descera do tronco atravessado do imbondeiro, homem alto e seco, adornado de plumas nos antebraços e nas pernas e que parecia chefiar os outros, conseguia articular algumas palavras soltas, apontava com a azagaia o corpo caído e repetia sempre as mesmas palavras: «branco valente, branco valente».
Esta é uma história que ficará para sempre guardada no coração insondável, generoso e mistérico de África. As circunstâncias da morte daquele soldado nunca ninguém viria a saber ao certo, nem como o encontraram os seis guerreiros Felupes. Avessos às povoações, carregaram-no durante muitos quilómetros ao rio que era percorrido pelos navios dos brancos. Decerto carregaram-no ainda com vida e mesmo depois de morto continuaram, numa obrigação incompreensível que unicamente habita a alma daqueles que já nasceram guerreiros e guerreiros morrerão.
O navio começou afastar-se, não sem lhes terem deixado uma saca de arroz e outra de feijão, tardaria pouco mais que meia hora para o poente e descia pela aragem o véu místico do fim do dia africano, que tudo confunde, a vegetação e a água, os vivos e os mortos, a terra e o céu. O navio afastava-se, mas o oficial de quarto, até que a escuridão velasse a distância, continuou a ver na margem do Rio Cacheu, junto ao cais improvisado de uma quinta abandonada, os seis guerreiros Felupes, virados para si, de azagaias erguidas.

K.N.